6 de março de 2013

Um pedido muito duro.



Gênesis inicia com o título: “DEUS MANDA ABRAÃO MATAR SEU FILHO” uma ordem muito dura para um homem que vivia na dependência do Senhor na sua peregrinação pela terra dos Filisteus. O que para nós pobres mortais seria um pesadelo, para Abraão foi o início de uma vida de sucesso e de vitórias. Deus o chama e ele imediatamente responde: “EIS-ME AQUI”. Pega o teu filho a quem amas, vá ao Moriá, lá ofereça-o em holocausto num lugar que lhe mostrarei. Imagino o espanto de Abraão ao receber tal ordem, com certeza pela sua condição humana, ele foi tomado de indignação e de perplexidade.
No entanto, como ele temia a Deus, ele tomou a Isaque, um jumento junto com seus moços e partiu rumo ao incerto. Foram três longos dias de caminhada até chegarem a um lugar onde deixaria os seus homens com o animal, o que para ele foi uma eternidade. Que diálogo teria havido durante o trajeto, o que passava na cabeça da comitiva? Dali até o alto do Moriá sé ele e o filho seguiram deixando um recado claro e fundamentado na convicção de que Deus estava no comando de tudo, “SUBIREMOS E HAVENDO ADORADO, VOLTAREMOS”. Subiram, Isaque com a lenha nas costas e Abraão com o cutelo. O caminho era coberto por pedras, sinuoso e desconhecido, as feras com certeza eram uma ameaça inevitável para eles.
O filho, acostumado a holocaustos vendo a lenha e o fogo pergunta ao pai: “ONDE ESTÁ O CORDEIRO?”. A resposta de Abraão foi imediata, sem vacilar ele diz: “DEUS PROVERÁ!!!”. Ele vai direto ao âmago da questão sem deixar dúvidas de sua confiança. Ele junta as pedras e ajudado por Isaque, prepara o altar, coloca a lenha, ata a mão e os pés de seu filho e o coloca sobre o local do sacrifício. Momentos de amargura, de interrogação e de suspense, era o ápice de toda aquela cena dramática, era o momento de provar a sua confiança no Deus que havia ordenado que ele fizesse tudo aquilo. E ai o anjo brada, Abraão, Abraão! Não estenda a tua mão sobre o moço, porquanto sei que temes a Deus e até aqui não me negaste o teu filho. Neste momento, Abraão olha atrás de si e eis ali um carneiro que ele logo ofereceu em holocausto.
Vou conjecturar e posso, desde que eu não cometa heresias. Imagino se houvesse Conselho Tutelar, Direitos Humanos, Delegacia da Infância e da Juventude, um Fantástico e um José Luiz Datena, Abraão estaria em maus lençóis.
Foram três dias de angustia vivendo uma sensação psicológica caracterizada por abafamento pessoal da situação, no entanto não havia insegurança, nem ele nem o filho duvidavam de que no momento exato Deus agiria, o que de fato aconteceu. DEUS PROVERÁ! Qual é a resposta que estamos dando diante das circunstâncias adversas e ameaçadoras que nos afligem e que muitas vezes nos pegam de surpresa? Temos realmente a certeza inequívoca de que seremos socorridos, mesmo que todos os fatos mostrem o contrário? Ou será que respondemos: “Pega leve Senhor! Vai devagar! Conta outra! Caracas! Tem misericórdia! Comigo não! Meu filho, nem pensar! Sacrifício, dá um tempo!”.
As lágrimas muitas vezes dizem-nos como as coisas são realmente e como elas se sucedem. Superficialmente parece que estamos bastante saudáveis, por dentro, entretanto, estamos sendo moldados pouco a pouco por mudanças sutis que ocorrem sem que percebamos. Falamos de Deus o tempo todo, mas será que temos ansiado por Ele? O Salmista reconheceu o abatimento se sua alma e exclamou: “Porque estás abatido, ó minha alma, e porque te perturbas dentro de mim?”. Ele mesmo responde com convicção: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há na Sua presença” – Salmos 42:5. Para a maioria dos crentes é normal uma visão auspiciosa da vida quando o sol está no seu brilho total, mas basta chegar as nuvens e os conceitos de fé começam a mudar e ganhar contornos de ansiedade e de dúvidas. Vale lembrar que na impossibilidade do ser humano, Deus atua como provedor de alternativas para que nossa missão humana seja cumprida conforme a vontade de Deus! Isto significa o cuidado que Deus tem para com a sua criação!
Diante de nossas limitações, de nossas fraquezas e das dificuldades que temos em enfrentarmos as adversidades Deus se apresenta, ou seja, na impossibilidade do ser humano, Deus atua como provedor de alternativas para que nossa missão humana seja cumprida conforme a vontade de Dele!
Quando falta-nos forças percebemos que nenhuma atividade do ser humano é tão vazia quanto o seu distanciamento de Deus na sua busca por alternativas duvidosas que possam amenizar os seus sofrimentos e as suas angustias. E ai, aparecem pessoas de comportamento espiritual duvidoso que oferecem mil e uma possibilidades de ajudarem Deus a resolver os problemas do homem. Neste momento em que a religião anda em liquidação precisamos nos lembrar de que a recomendação Bíblica é: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” – Salmos 46 : 10. É neste momento que precisamos clamar: “Senhor, faze alguma coisa! Mostra que as tuas luzes não apagaram! Acenda-as! Mostra-nos que as portas do inferno não prevalecerão; Mostra Senhor, que a nossa fé em Ti é coisa segura”.
O problema de um iceberg no oceano não é o que vemos, mas o que não vemos, aquilo que está abaixo da superfície. Abraão, na sua humildade e na sua intimidade com Deus conseguiu ver o que havia por baixo da ordem de Deus, SACRIFICAR, ele percebeu que havia uma promessa maior além de sua imaginação e da sua visão. Para ele, “DEUS PROVERÁ” era uma realidade inquestionável muito embora fosse para ele a experiência mais dura de sua vida, matar o filho. DEUS PROVERÁ! Você crê nisto hoje? Ou será que você está no grupo que tem buscado ajuda nos artifícios inventados pelo homem moderno para dar uma mãozinha para Deus? Cuidado com as correntes, com as reuniões de milagres, com as reuniões de cura, afinal foi na solidão do Moriá que Deus proveu aquilo que havia prometido a Abraão.
“E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à voz de Deus” Gêneses 22:18

Por: Jesus dentro do barco
05/03/13

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