2 de outubro de 2012

CALEBE TOMA HEBROM.

(Josué 14: 6-12)


As provações, as tribulações e as tentações, são elementos que se levantam como barreiras para impedir a vitória, mas que fazem parte da caminhada. Diante de tudo que precisamos enfrentar, o exemplo de Calebe, quando conquistou Hebrom, precisa ser seguido, para que possamos tomar posse da herança.

Ainda no deserto de Parã, quando saia do Egito, Moisés enviou doze homens para espiar a terra de Canaã, com o propósito de colher informações a respeito das cidades, de seus habitantes, da geografia, do clima, etc. e depois de 40 dias eles voltaram com o relatório. Dez destes homens entregaram um relatório que “derreteu” o coração do povo, provocando uma revolta. Apenas Josué e Calebe perseveraram em seguir ao Senhor e confiar na vitória, apesar das dificuldades.
Naquele dia Moisés jurou a Calebe, dizendo: “Certamente a terra que pisou teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir ao Senhor teu Deus”.

Quarenta e cinco anos depois, coma idade de oitenta e cinco anos, Calebe lembra a Josué a palavra dita por Moisés, e demonstra a mesma força, ânimo e disposição que tinha naquela ocasião, e ele pede a Josué que lhe dê o monte onde estava a fortificada cidade de Hebrom, para que suba a ela e a tome como herança. Ë impressionante o fato de Calebe, depois de tudo que passou no deserto, depois das lutas e contrariedades que enfrentou na vida e já avançado em idade, ainda manter o mesmo vigor que tinha na juventude para continuar lutando pela causa do Senhor. Ele confessa que a sua força naquele dia é a mesma que tinha quarenta e cinco anos atrás, e que a sua disposição para a guerra, para sair e para entrar não mudaram com o passar do tempo. O segredo desta disposição de Calebe, estava na perseverança em seguir ao Senhor.

O monte que Calebe almejava, não estava desocupado, esperando por ele e seus filhos, mas estava povoado por homens gigantescos, por guerreiros valentes, e as cidades eram fortificadas por altas muralhas de pedra. Mas Calebe não atentou para nada disso, antes, como sempre fez, confiou no Senhor para lhe dar vitória contra seus inimigos e seguiu para a peleja, conquistando depois dela, a fortaleza de Hebrom.

Nossa luta para tomar posse da Terra Prometida é semelhante, só que é uma luta espiritual. Os mesmos problemas com todos os seus detalhes, a igreja enfrenta hoje em dia, caminhando neste deserto, que é o mundo. Deus prova a nossa fé e procura aperfeiçoá-la através dos desafios, lutas e circunstâncias do nosso dia a dia. As nossas reações são as mais diversas, diante de tudo que acontece conosco, e assim também aconteceu com o povo de Israel nas provações do deserto. Diante das provas, uns reagem com indignação, murmurando por causa de sua situação, outros desejam e voltam para o mundo, desistindo da caminhada. Outros enfraquecem e perdem tempo precioso nas suas vidas, e muitos se acovardam diante das lutas e retrocedem sem nenhuma resistência.

Apesar de tudo isso, há aqueles que, como fez Calebe, olham para o invisível e se apossam pela fé, daquilo que ainda não está nas suas mãos, perseverando em avançar, firmes e confiando nas palavras do Senhor Jesus, que disse: “Aquele que perseverar até o fim, será salvo”. Esses são os Calebes de hoje em dia, os quais não esmorecem diante das opressões dos parentes, da decepção com alguns irmãos, de alguma palavra de exortação ou diante de enfermidades e problemas repentinos desta vida. Nada consegue abater seu ânimo, pois estão com os olhos voltados para o Senhor e não para os homens. Até mesmo o tempo consegue fazê-los enfraquecer, pois vivem no tempo de Deus, que é a eternidade. O segredo da sua vitória é o mesmo de Calebe: A perseverança em seguir ao Senhor.

CONCLUSÃO
Somente aqueles que entenderam que a Obra do Senhor não é uma religião ou uma denominação, conseguem manter o vigor do Espírito em todas as situações de suas vidas, não se deixando abater pela aparência das coisas que os cercam.

Existem muitos servos que no início da sua vida espiritual, eram vigorosos e entusiasmados na realização da Obra. Faziam tudo com alegria e disposição, mas depois de algum tempo mudaram de atitude e se tornaram indispostos e desanimados, se acomodaram  e passaram a murmurar contra sua própria sorte. As lutas o fizeram perder o primeiro amor, e como Barzilai rejeitou o convite de Davi para morar com ele em Jerusalém, estes também têm parado à beira do Rio Jordão (momento do arrebatamento), preferindo muitas vezes o mundo, a religião e a aprovação dos parentes e familiares, deixando para trás a Obra do Senhor e a Vida Eterna com o Senhor Jesus.

Por: Jesus dentro do barco
01/10/12
Fonte: JESUS DENTRO DO BARCO

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