1 de abril de 2014

AGAR, REJEITADA MAS NÃO ABANDONADA 2


Agar, uma serva egípcia, foi adquirida por Sarai e Abrão quando, junto com Ló, mudaram-se de Canaã para o Egito a fim de escapar da fome. No antigo Oriente Próximo, a relação entre uma serva e a esposa do padrão consistia em honra, obediência e lealdade. No entanto, Agar perdeu todos os seus direitos pessoais, ficando totalmente sujeita aos menores desejos de Sarai. Como Sarai era estéril, Agar podia entrar como mãe substituta, o que era perfeitamente legal, apesar de ser uma clara violação da lei de Deus (veja Gn 2.24) e uma evidência da falta de fé de Abrão e de Sarai.

Com a gravidez, Agar passou por radicais mudanças, físicas e emocionais. Sarai reagiu ao orgulho e à autovalorização de Agar com acusações vingativas contra seu marido, que insistia em Sarai assumisse toda a responsabilidade por sua empregada. Por causa dos maus tratos de Sarai, Agar fugiu.

Deus revelou-se a essa escrava fugitiva ("Tu és Deus que vê", Gn 16.13). Com sua doce graça, Deus veio ao encontro de suas necessidades imediatas e permitiu que Agar experimentasse sua presença.

O legado de Agar constitui um pungente testemunho para o crescente número de mulheres sem recursos e desfavorecidas de hoje. Elas não estão fora do cuidado atento de Deus sob nenhuma circunstância. Da mesma forma como Deus providenciou o que Agar necessitava, proverá aquilo de que cada mulher precisa. Duas vezes o Anjo do Senhor veio atendê-la (Gn 16.7; 21.17). Deus esteve com Agar e seu filho nos períodos de crise e em outros momentos também (Gn 21.20).

Ao longo da vida, Agar experimentou o preconceito como estrangeira, a miséria e o abuso como serva, o sofrimento e o abandono como mãe solteira e o desespero em duas ocasiões, quando enfrentou a morte iminente. Apesar de todas essas dificuldades, Agar deu ouvidos a Deus quando ele se dirigiu a ela. Não obteve ajuda de Abraão e Sara; sua vida não foi fácil, mas Deus a recompensou. No Deus que vê todas as coisas, Agar encontrou refúgio e vida.



18/04/12
A Bíblia da Mulher,  editora MC e SBB - pág. 29


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