11 de agosto de 2011

Seja livre, perdoe!


                        Seja livre, perdoe!

"O Perdão não faz com que a outra pessoa esteja certa...Ele faz com que Você seja Livre!"
No livro “Maravilhosa Graça”, Philip Yancey descreve o perdão como “um ato nada natural”. A base do seu argumento é a história de José do Egito e a sua visível dificuldade em perdoar os seus irmãos, pela maldade que cometeram de lançá-lo numa cova, venderem-no como escravo e dizerem para o seu pai que ele havia sido devorado por leões. A história completa encontra-se em Gênesis 37-45.

No reencontro de José com os seus irmãos, muitos anos depois, aconteceu algo inusitado. Os irmãos de José, que o davam por morto, jamais poderiam imaginar que aquele que estava governando o Egito, era aquele menino indefeso e ingênuo que havia abandonado à própria sorte nas mãos de estranhos mercadores.

José não havia esquecido a fisionomia de nenhum deles. Não podemos dizer que ele passou a vida toda esperando uma oportunidade de se vingar. Mas é fato que o reencontro com os irmãos e reconhecimento imediato, acompanhado de uma crise muito maior do que a crise que se abatera sobre o mundo de então, era uma prova cabal de que nem tudo estava resolvido plenamente resolvido. Nada jamais estará resolvido enquanto a mágoa estiver ocupando o lugar do perdão e estiver dando o tom do nosso comportamento e das nossas ações.

O texto de Gênesis nos conta que José teve muita dificuldade de perdoar os seus irmãos. A dor tomava conta do seu coração, perpassando o seu peito e atormentando a sua alma. Como perdoar as atitudes desumanas dos seus irmãos? E como chamá-los novamente de irmãos?

Tão grande era a dor de José que num dado momento o seu choro ultrapassa os limites do palácio. “Que gritos são estes?” Perguntavam os servos. “Sãos os gritos de um homem perdoando”. (P. Yancey).

Perdoar é muito difícil porque preferimos acertar as contas. Mas este é um engodo da nossa natureza decaída. Primeiro porque no acerto de contas nos colocamos numa situação de superioridade irreal. “Quem dentre vós estiver sem pecado, atire a primeira pedra”, disse Jesus. Segundo porque o sentimento de superioridade além de irreal gera em nós um coração arrogante que obstrui a ação da graça de Deus. Terceiro porque, como disse George Herbert, a falta de perdão destrói a ponte sobre a qual nós mesmos temos que passar.

Não temos como discordar de Philip Yancey: “Pior do que perdoar é não perdoar”, visto que não perdoar nos torna prisioneiros do passado e exclui todo o potencial de mudança.

Luis Carlos Prestes, um dos maiores símbolos dos ideais da revolução socialista no Brasil, quando perguntando se tinha alguma mágoa daqueles que o perseguiam, respondeu: “Mágoa, eu? Não. Sou um homem livre”.

Lewis Smedes escreveu: “A primeira e geralmente única pessoa a ser curada pelo perdão é a pessoa que perdoa (...) Quando genuinamente perdoamos libertamos um prisioneiro e então descobrimos que o prisioneiro que libertamos éramos nós”.

“Senhor, ensina-nos a perdoar a quem nos tem ofendido, assim como o Senhor tem perdoado as nossas ofensas também. Por Jesus. Amém”.
Que Deus Abençoe a todos!


Por: J-D-B
09/08/11
Fonte: Rev. Irailton Melo de Souza

1 Comentario:

Jan Samuel disse...

2 Crônicas 7
Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.
Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.

Deus abençoe você e sua família
saudações
Jan

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