2 de agosto de 2011

O retorno!


                                                O retorno!

“Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao Pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu Pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu Pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu Pai. Vinha ele ainda longe, quando seu Pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O Pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu Pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o Pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu Pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Então, lhe respondeu o Pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” Lucas 15:11-32.

A historia fala da nossa reconciliação com Deus na figura do Pai, fala de características bastante pessoais de Deus, e é sobre elas que quero falar:

A primeira característica é a justiça, na historia o Pai repartiu a herança entre ambos os filhos, para que não houvesse brigas. Porém o primeiro não havia pedido nada, mas seria justo o filho mais novo receber antecipadamente a herança e o filho mais velho não? Isso mostra a maravilhosa justiça de Deus! A segunda é o livre arbítrio apresentado no relacionamento com o filho mais novo. É óbvio que Deus deseja nosso amor, mas Ele deseja que esse amor seja voluntário, Ele quer que amá-Lo seja uma escolha pessoal e diária, uma escolha pautada por um relacionamento íntimo e não baseada em interesses por benefícios pessoais.

Como muitos de nós “crescemos” na casa do Pai como eu, cresci “no berço evangélico” achamos que somos completamente do Pai, sim não duvido disso, mais acho que basicamente, não compartilhamos dos nossos planos com Ele, apenas queremos gozar do benefício de termos um Pai próspero, sem construir um envolvimento mais íntimo com o Rei, apenas nos ocupamos com o Reino. Saquei e me coloquei perante ao Pai, por completo e você?

No decorrer da historia, o filho mais novo, acaba gastando toda a herança, e logo, ele caiu em si, vocês entendem o que significa “caiu em si”? Só cai em si quem reconhece sua realidade distante do Pai, só cai em si quem sabe a origem da sua natureza pecaminosa, só cai em si quem reconhece sua miséria, só cai em si quem enxerga suas roupas manchadas pelo pecado e sabe que sozinho não é capaz de se purificar.

Em frente aquela situação, a sua única escolha, era voltar à casa do seu pai, não aguentava viver naquela miséria, fico imaginando como foi difícil, esta atitude que ele tomou, não havia um plano B, só restava um sim ou um não. Porém o inesperado aconteceu: O Pai lhe esperava no portão. O filho retorna, há festa e regozijo na casa do Pai.

Muitos dos que não partiram, ficaram não porque desejavam ficar, quantos ficaram por medo? Quantos ficaram para ter mais direitos? Quantos coisas vemos nas nossas igrejas daqueles que “TÊM” direito porque sempre estiveram lá, porque ajudaram nos dias difíceis, porque o dízimo salvou a pátria, porque trabalharam de maneira incansável, porque “obedeceram” todas as leis? No reino não existe POSSES, e aos pés da cruz queridos, o terreno é nivelado, e não há nada que possamos fazer que nos justifique. Se você compreender esse princípio, vai entender porque alguém que tem dons, e é usado por Deus, mas faz coisas que destoam sabe? É profeta, Deus usa, mas adora fazer uma fofoca. Sacou?

Nossa reconciliação com Deus na figura do Pai é marcada através de Jesus porque Deus queria nos dizer que não queria servos, empregados ou trabalhadores. Ele deseja encontrar em nós: FILHOS AMADOS. E porque nós insistimos em nos comportar como empregados, agregados quando podemos tomar posse da nossa filiação em Deus?

Uma coisa ficou muito clara para mim quando ouvi sobre o filho pródigo: Não existe diferença entre o filho que foi, nem o que ficou. Ambos não conheciam intimamente o Pai, e ambos não tinham noção da dimensão do Seu amor. Nós somos o filho pródigo, e somos também o filho mais velho. Somos ingratos, amantes de nossos próprios deleites, focados no nosso próprio bem. Não somos merecedores, não somos dignos, mas é certo que o Pai nos diz: Vem filho, você estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado!

Oração: “Senhor, quero ouvir a Tua voz, não quero endurecer meu coração, creio que não há somente novas vestes, novas sandálias, e um anel. Meu Pai, tem novidade de vida, uma nova história e um novo relacionamento. Obrigada, por ser este Jesus Lindo.... Amem”.

Por: J-D-B
Fonte: Tua graça me Basta
Real: 22/07/11

2 Comentario:

Tunin disse...

Sempe uma grande lição de evangelismo.Abração.

Evanir disse...

Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Clarice Lispector
Aceite com carinho minha
mensagem.
Beijos no coração Vou te Amar
Sempre,Evanir..
Estou aqui pela primeira vez.
Estou seguindo você com todo carinho.
Sua postagem me ajudou muito hoje.

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