15 de agosto de 2011

A Multidão Saciada!


O Milagre da Multidão Saciada



...disse Eliseu: Distribui-os aos homens para que comam! 
Seu ajudante replicou: Como poderia eu distribuí-los para 
cem pessoas? 
Eliseu repetiu: Distribui-os aos homens para que comam! 
Assim fala o Senhor: Comerão e ainda há de sobrar. 
O ajudante distribuiu os pães em presença do povo. 
Eles comeram, e ainda houve sobra, de acordo com 
a palavra do Senhor (2 Rs 4.42-44). A atitude de Eliseu, 
o homem de Deus, está diretamente ligada a atitude de Jesus, 
o filho do Homem, que nos evangelhos, com olhos de compaixão, 
vê a multidão faminta: Dai-lhes vós mesmos de comer... 
(Marcos 6.37). A voz profética é inconfundível: distribui-os 
aos homens para que comam... Interessante notar, contudo, 
em nossas bíblias, que quase todas as passagens, tanto do Antigo 
quanto do Novo Testamento, que relatam esta atitude de 
compaixão de alimentar multidões recebem o título 
de "a multiplicação dos pães". 
E é realmente difícil "escapar" desta interpretação 
que se cristalizou nos inúmeros sermões e publicações. 
Entretanto, temos visto outro caminho que o da multiplicação 
milagrosa: o da partilha responsável. Em nenhuma 
das passagens bíblicas onde a multidão é alimentada
 (2 Reis 4.42-44; Mateus 14.13-21; 15.32-39; 
Marcos 6.30-44; 8.1-9; Lucas 9.10-17; João 6.1-14) aparece o 
termo: multiplicação. Com isto não estamos negando as 
incontáveis pregações que falaram, e falam, da multiplicação 
dos pães; mas devemos considerar que idéia da multiplicação 
milagrosa não faz parte da preocupação primeira daqueles 
que relataram a ação divina nestes casos. A palavra 
comum é justamente a distribuição. Pessoas em trânsito
 tinham garantido, por lei, o direito de colher espigas, 
de alimentar seu rebanho, de apanhar os grãos caídos 
durante a vindima; a esmola, recomendada aos pobres 
destinava-se, em especial, àqueles que caminhavam à 
Jerusalém. Mesmo assim, havia pessoas famintas, sem ter 
o que comer... A distribuição do pão preservou, através dos 
evangelhos principalmente, a compaixão do Reino de Deus: 
Deus se preocupa com os fracos, famintos e peregrinos. 
Como símbolo de fé, o alimento partilhado, revela o padrão 
do Reino de Jesus quanto a justiça social: todos comem e 
são saciados! Não há distinção! Não há sectarismo! 
Não há contendas! Não há privilégios... Na distribuição 
dos alimentos há harmonia fraterna (o cerne do Reino que 
"criará novos céus e nova terra" reúne o novo povo) 
que nasce da presença do Reino. Uma presença abençoadora:
 "tomou os pães e, após ter dado graças, partiu-os e 
os distribuiu..." A atmosfera de bênção faz de qualquer
 deserto um lugar de aproximação e de reconciliação. 
Que haja hoje a mesma voz profética, o mesmo coração 
de compaixão, que crê na providencia divina e que diz: 
"Comerão e ainda há de sobrar!"



Por: J-D-B
14/08/11
Fonte: Por Sidirley Mello.

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